Cursos de gastronomia para aprimorar o prazer de cozinhar

Por mais que a gente adore ver programas de culinária, não perca a oportunidade de conhecer um novo restaurante e colecione receitas compulsivamente, colocar a mão na massa é bem diferente. Muito mais prazeroso, sim. Mas sair experimentando combinações e técnicas em voo solo nem sempre é caminho fácil.

Para os marinheiros de primeira viagem (ou aqueles que querem aperfeiçoar a prática), matricular-se em aulas livres e cursos de gastronomia pode ser uma forma de reduzir as frustrações e encurtar o caminho para os aplausos dos amigos.

Abaixo, uma pequena lista de onde encontrar escolas, cursos livres, escolas e aulas temáticas de gastronomia em São Paulo para ajudar na busca. Deixo de fora as faculdades e cursos profissionalizantes porque o foco aqui é prazer. Certo?

Aula de cebola (feita com todas as técnicas possíveis e imagináveis) na Escola Wilma Kövesi

Aula de cebola (feita com todas as técnicas possíveis e imagináveis) na Escola Wilma Kövesi

Escola Wilma Kövesi - Verdadeiro baluarte no ensino da arte de cozinhar em São Paulo, por suas cozinhas (uma delas com fogões individuais para os alunos) passam diariamente dezenas de chefs renomados como Paola Carosella, Neka Mena Barreto, Carla Pernambuco (pra citar apenas os mais “televisivos”). Seja para ministrar aulas, seja para participar de degustações e eventos. Na grade de opções, cursos temáticos, básicos e avançados.

- Senac - O curso profissionalizante da instituição é um dos mais reconhecidos do País. Principalmente os ministrados em Campos do Jordão (onde há um master em parceria com a francesa Lenôtre) e Águas de São Pedro. Mas há espaço também para amadores em busca de mais técnica e conhecimento em cursos temáticos de curta e média duração.

- Escola de Artes Culinárias Laurent Suaudeau – Optar por um curso com o mestre Laurent é uma decisão importante a ser tomada. Não só pelo preço (bem mais salgado do que os demais), mas pela seriedade com que a gastronomia é tratada dentro desse domínio onde as bases da clássica cozinha francesa ditam as normas. Para quem quer ter só um gostinho, há também workshops de uma noite com o próprio chef.

Na Cozinha No andar de cima do restaurante do chef Carlos Ribeiro, um profissional pra lá de querido e experiente, que ama pesquisar e dividir conhecimento, o espaço de eventos vive cheio de alunos dos mais diversos cursos e demonstrações. Oferece de aulas básicas a cursos temáticos. 

Os chefs Elzinha Nunes e Carlos Ribeiro, durante aula-demonstração no Na Cozinha

Os chefs Elzinha Nunes e Carlos Ribeiro, durante aula-demonstração no Na Cozinha

- Atelier Gourmand - Outro clássico endereço de cursos de culinária na cidade, conhecido por receber grandes chefs. Mas a grade de cursos têm estado meio irregular. Vale dar uma ligadinha ao invés de só confiar no site.

Madame Aubergine -  Localizado no coração do Itaim é um espaço mais que simpático para ter aulas avulsas, sobre temas que chamam sua atenção no momento. Sejam assados, massas ou risotos.

Meus primeiros sushis após três horas de aula no Sassá. Orgulho!

Meus primeiros sushis após três horas de aula no Sassá. Orgulho!

- Accademia Gastronômica - Com professores especializados em diferentes áreas, é ótima para quem quer focar em uma determinada cozinha (ainda que também tenha aulas só para aprender as técnicas básicas). Diferencial: as bancadas individuais totalmente equipadas para você testar as receitas ali mesmo.

Para quem busca algo mais especializado, o restaurante Sassá Sushi também pode entrar na lista se o interesse for cozinha japonesa. Dividido em módulos de três horas (básico, intermediário e avançado), dá uma boa base para sair brincando de sushiman em casa. Se o foco for pães, invista em um ou mais módulos na Levain Escola de Panificação, do mestre Rogério Shimura. Impossível sair de lá sem dominar a selvageria dos levedos naturais. Massas e embutidos? Corre para cozinha do chef Sauro Scarabotta, cujas aulas só acontecem de sábado.

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Receita delivery: é só juntar na panela e correr para o brinde

Quem acompanha o blog já deve ter notado que dei um tempo por aqui para me enfiar um pouco mais na cozinha. Têm sido cursos, testes, pesquisas e novos desafios sem fim, que acabaram roubando a atenção nos últimos tempos. Mas é por uma boa causa. Em breve vocês vão ver.

O melhor é que, no meio dessa loucura, apareceu um teste delicioso para fazer, o do serviço Cheftime (que hoje agrega seus ex-principais concorrentes como Le Box e Commodité). Perfeito para quem está sem muito tempo para cozinhar, mas precisa arrasar – sabe aqueles dias em que o gatinho (ou a sogra)resolve aparecer de surpresa?. Ou para quem não sai do arroz com ovo e quer impressionar (ou testar novos horizontes).

Ingredientes chegam porcionados e limpos em casa

Ingredientes chegam porcionados e limpos em casa

Explico: é que a empresa entrega onde você quiser (desde que seja na cidade de São Paulo), e na hora marcada (inclusive no mesmo dia do pedido), os ingredientes necessários para preparar um prato tipo “uau!”. Indo de lasanha de abóbora à torta de bacalhau e cordeiro marroquino, por exemplo. Tudo devidamente higienizado, porcionado e embalado pela equipe do Buffet Charlô.

Quer dizer, não é preciso lembrar se falta alguma coisa na geladeira, passar no supermercado ou ficar lá picando cebola. Seu trabalho será apenas juntar tudo que vem na caixinha conforme a receita impressa (também há opção de acompanhar o passo a passo em vídeo, inclusive antes de pedir) e servir. Sucesso.

Camarão porcionado, limpo e pronto para ir para a frigideira.

Camarão porcionado, limpo e pronto para ir para a frigideira.

Em casa, aproveitei o cansaço como desculpa e coloquei meu marido para preparar a receita (escolhi o camarão à provençal, R$ 69,80 para duas pessoas). Empolgado, ele viu o vídeo antes mesmo de chegar em casa e foi seguindo meticulosamente todas as instruções e tempos. Até aquelas que para quem já costuma cozinhar parecem bobinhas, como refogar a cebola antes de cozinhar o arroz. Resultado: deu supercerto! O camarão saiu no ponto, o alho não queimou e o arroz ficou soltinho (talvez com um pouquinho mais de óleo do que eu colocaria, mas nada que comprometesse).

Ah, você ainda pode aproveitar o pedido para garantir o vinho que acompanhará a refeição (eles dão dicas de harmonização) e a sobremesa (tortinhas da Mara Mello ou da Cheesecakeria).

Em poucos minutos, nosso camarão à provençal estava pronto

Em poucos minutos, nosso camarão à provençal estava pronto

Desvantagens? Se você já for mais versada na cozinha certamente vai querer fazer as coisas do seu jeito, modificar uma coisa aqui, outra ali, e periga faltar ingrediente ou o resultado sair um pouco fora do esperado (talvez até melhor!). Também incomodou um pouco a quantidade de plástico e potinhos que foi para o lixo reciclável. Fora isso, nem o preço desestimula aqueles que têm pouca intimidade com facas e panelas, já que acaba sendo bem próximo dos praticados pelos restaurantes.  #ficaadica

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Onde comer os melhores picadinhos de São Paulo

Só para manter a tradição aqui do blog, resolvi fazer uma nova lista para celebrar o aniversário de São Paulo. Mas ao invés de focar em modinhas culinárias ou novos restaurantes na cidade, decidi atacar em um dos pratos que mais adoro comer, o picadinho. Sim, aquele que é pura nostalgia da casa da mãe (ou da avó) e que, de tanto ter se espalhado por essas bandas, muita gente acredita que seja tipicamente paulistano, ignorando sua origem carioca.

Abaixo, listei os três melhores picadinhos de São Paulo na minha parca opinião (nesta ordem) e, outras três opções que também fazem bonito:

Foto: reprodução do site

Picadinho do Astor: comfort food fora de casa. Foto: reprodução do site

- Astor - com pastel de palmito ultrarrecheado, farofinha de milho verde, ovo pochê, feijão preto e banana à milanesa sequinha, em rodelas, é de comer ajoelhado. R$ 46.

- Na Cozinha um dos picadinhos mais premiados de São Paulo, o prato feito pelo chef Carlos Ribeiro surpreende pela combinação sabor e simplicidade. Vem acompanhado pelo imbatível pastel de carne da casa, vinagrete de tomates, farofa de farinha de mandioca, banana à milanesa e ovo. R$ 38,40.

Foto: reprodução do site

Picadinho do NaCozinha, um dos mais premiados de São Paulo. Foto: Caio Kenji Tateyama/ Divulgação

- Bar da Dona Onça com filé-mignon cortado bem pequenininho, o grande diferencial do picadinho feito pela chef Janaína Rueda é o tartar de banana levemente apimentado que acompanha o ovo caipira frito, a farofa de farinha de mandioca e o feijão. R$ 50.

Picadinho da Tasca do Zé e da Maria. Foto: Ciete Silvério/Divulgação

Picadinho da Tasca do Zé e da Maria. Foto: Ciete Silvério/Divulgação

- Tasca do Zé e da Maria a especialidade da casa é o bacalhau, mas o picadinho também não deixa nada  a desejar. Servido com banana à milanesa, farofa de milho, ovo pochê e feijão preto, também traz couve fininha. Em comemoração ao aniversário de SP, a casa-irmã, Tasca do Arouche, também está servindo o prato até domingo. R$ 62.

- Lá da Venda a fartura do delicioso molho do picadinho da chef Helô Bacellar é a melhor lembrança que tenho desse prato. Não que o ovo frito, a banana à milanesa ou a farofinha crocante feita na manteiga não sejam bons, mas porque o molho (com um toque defumado vindo do bacon) é daqueles que você chega a pedir um pedaço de pão só pra garantir que não sobrou nadica no fundo do prato. R$ 44.

Picadinho de filé mignon à Copacabana, do restaurante A Bela Cintra. Foto: Elisangela Andrade/Divulgação

Picadinho de filé mignon à Copacabana, do restaurante A Bela Sintra. Foto: Elisângela Andrade/Divulgação

- A Bela Sintra - sim, em Portugal, também se come picadinho (lá chamado de carne moída). E, por isso, talvez, o da chef Ilda Vinagre também esteja entre os melhores de SP. Para marcar as diferenças – já que na terrinha o prato leva salada e purê de batata no lugar da farofa, do arroz e do ovo – no menu foi batizado picadinho de filé à Copacabana. R$ 98.

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Day use de hotéis é saída contra o calor na cidade

Quem não tem piscina no prédio (ou casa),não é sócio de nenhum clube e não pode descer para a praia no fim de semana mais quente do ano, como eu, encontra nos hotéis da cidade uma saída refrescante para não ficar assando dentro de casa.

Tratam-se dos pacotes de day use, que por uma taxa bem inferior à da pernoite dão direito passar o dia mergulhando na piscina, usar o vestiário e, em alguns casos, a sauna e a sala de ginástica (caso você fique com peso na consciência das cervejas e sorvetes que tomou antes de ir pra lá).

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No 28º andar do hotel Hilton SP Morumbi, o melhor de dois mundos: piscina, sol, hidromassagem e ar-condicionado. Foto: divulgação

Um dos hotéis que contam com o serviço é o Hilton São Paulo Morumbi, onde por R$ 85 (finais de semana e feriados, e R$ 105 durante a semana), é possível usar a piscina climatizada do 28º andar (de onde se tem uma vista incrível da Marginal Pinheiros), das 6h às 22h.

Junto à Marginal Pinheiros,         Foto: Ju Bianchi

Hotel Hilton SP Morumbi, junto à Marginal Pinheiros, Foto: Ju Bianchi

Toalhas, sauna, equipamentos novinhos de ginástica e banheira de hidromassagem também estão incluídos no preço. E, quem quiser, ainda pode arrematar o dia perfeito com uma massagem no spa local,onde as terapias (com desconto para a academia) saem, em média, R$ 80.

Como o serviço ainda é pouco conhecido (ou lembrado), dá pra passar praticamente o dia todo com a piscina só pra você. Quando fui, o máximo de pessoas na piscina eram quatro casais.

Outros hotéis da cidade a oferecer serviço similar são o Transamérica (R$ 85 por pessoa com direito a toalhas e banho) e, aos domingos, até 15/2, o Tivoli São Paulo-Mofarrej, que promove a Summer Pool, em parceria com a Moët Ice Impérial. O acesso apenas à piscina acontece mediante consumação mínima de R$ 100. Fora desse período, o hotel vincula o day use à reserva antecipada de um quarto das 9h às 18h. A diária de R$ 500 (casal mais uma criança) ainda inclui café-da-manhã, vaga no estacionamento e 20% de desconto no spa.

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Edifício Martinelli recebe gastrobar por tempo limitado

Depois de deixar muita gente chupando o dedo na primeira edição, realizada 2014 na cobertura de um tradicional edifício do centro de São Paulo, o projeto Heineken Up on the Roof volta por tempo limitado (de 17 de janeiro a 1º de março) no terraço do histórico edifício Martinelli, que pela primeira vez será aberto para um evento público.

A segunda edição do Heineken Up on the Roof acontece no topo do Edifício Martinelli, no centro de São Paulo. Foto: Eduardo Lopes

A segunda edição do Heineken Up on the Roof acontece no topo do Edifício Martinelli, no centro de São Paulo. Foto: Eduardo Lopes

O acesso continuará a ser uma corrida contra o tempo – os primeiros a se cadastrarem na página oficial. levam os 125 convites disponíveis a cada sexta, sábado e domingo. Mas a programação, o visual e o menu das festas chegam repaginados.

No jardim projetado por Gilberto Elkis e com intervenções de artistas da Urban Arts será possível provar as delícias do chef-modelo-ator Rodrigo Einsfeld, do gastrobar Barê (sócio de Malvino Salvador). Entre elas: minipastéis de camarão com queijo mascarpone e raspas de limão-siciliano (R$ 16); brusquetas de queijo de cabra com figo caramelizado e nozes picadas (R$ 18), mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada (R$ 20), e minichurros de baunilha com creme de avelãs (R$ 20).

Mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada: uma das criações do chef Rodrigo Einsfeld. Foto: divulgação

Mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada: uma das criações do chef Rodrigo Einsfeld. Foto: divulgação

Para beber, muita cerveja (claro) e drinks como o Berlusconi (vodca, frutas vermelhas, Aperol e espumante), o Williamsburg (gin e agua tônica com toques de grapefruit e limão-siciliano) e o refrescante Heineken Sour (gin, licor de laranja, limão tahiti e cerveja). R$ 25 cada.

A curadoria musical ficará a cargo do jornalista Lucio Ribeiro (sócio do Cine Joia) e já inclui festas pré-carnavalescas.

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