Onde comer os melhores picadinhos de São Paulo

Só para manter a tradição aqui do blog, resolvi fazer uma nova lista para celebrar o aniversário de São Paulo. Mas ao invés de focar em modinhas culinárias ou novos restaurantes na cidade, decidi atacar em um dos pratos que mais adoro comer, o picadinho. Sim, aquele que é pura nostalgia da casa da mãe (ou da avó) e que, de tanto ter se espalhado por essas bandas, muita gente acredita que seja tipicamente paulistano, ignorando sua origem carioca.

Abaixo, listei os três melhores picadinhos de São Paulo na minha parca opinião (nesta ordem) e, outras três opções que também fazem bonito:

Foto: reprodução do site

Picadinho do Astor: comfort food fora de casa. Foto: reprodução do site

- Astor - com pastel de palmito ultrarrecheado, farofinha de milho verde, ovo pochê, feijão preto e banana à milanesa sequinha, em rodelas, é de comer ajoelhado. R$ 46.

- Na Cozinha um dos picadinhos mais premiados de São Paulo, o prato feito pelo chef Carlos Ribeiro surpreende pela combinação sabor e simplicidade. Vem acompanhado pelo imbatível pastel de carne da casa, vinagrete de tomates, farofa de farinha de mandioca, banana à milanesa e ovo. R$ 38,40.

Foto: reprodução do site

Picadinho do NaCozinha, um dos mais premiados de São Paulo. Foto: Caio Kenji Tateyama/ Divulgação

- Bar da Dona Onça com filé-mignon cortado bem pequenininho, o grande diferencial do picadinho feito pela chef Janaína Rueda é o tartar de banana levemente apimentado que acompanha o ovo caipira frito, a farofa de farinha de mandioca e o feijão. R$ 50.

Picadinho da Tasca do Zé e da Maria. Foto: Ciete Silvério/Divulgação

Picadinho da Tasca do Zé e da Maria. Foto: Ciete Silvério/Divulgação

- Tasca do Zé e da Maria a especialidade da casa é o bacalhau, mas o picadinho também não deixa nada  a desejar. Servido com banana à milanesa, farofa de milho, ovo pochê e feijão preto, também traz couve fininha. Em comemoração ao aniversário de SP, a casa-irmã, Tasca do Arouche, também está servindo o prato até domingo. R$ 62.

- Lá da Venda a fartura do delicioso molho do picadinho da chef Helô Bacellar é a melhor lembrança que tenho desse prato. Não que o ovo frito, a banana à milanesa ou a farofinha crocante feita na manteiga não sejam bons, mas porque o molho (com um toque defumado vindo do bacon) é daqueles que você chega a pedir um pedaço de pão só pra garantir que não sobrou nadica no fundo do prato. R$ 44.

Picadinho de filé mignon à Copacabana, do restaurante A Bela Cintra. Foto: Elisangela Andrade/Divulgação

Picadinho de filé mignon à Copacabana, do restaurante A Bela Sintra. Foto: Elisângela Andrade/Divulgação

- A Bela Sintra - sim, em Portugal, também se come picadinho (lá chamado de carne moída). E, por isso, talvez, o da chef Ilda Vinagre também esteja entre os melhores de SP. Para marcar as diferenças – já que na terrinha o prato leva salada e purê de batata no lugar da farofa, do arroz e do ovo – no menu foi batizado picadinho de filé à Copacabana. R$ 98.

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Day use de hotéis é saída contra o calor na cidade

Quem não tem piscina no prédio (ou casa),não é sócio de nenhum clube e não pode descer para a praia no fim de semana mais quente do ano, como eu, encontra nos hotéis da cidade uma saída refrescante para não ficar assando dentro de casa.

Tratam-se dos pacotes de day use, que por uma taxa bem inferior à da pernoite dão direito passar o dia mergulhando na piscina, usar o vestiário e, em alguns casos, a sauna e a sala de ginástica (caso você fique com peso na consciência das cervejas e sorvetes que tomou antes de ir pra lá).

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No 28º andar do hotel Hilton SP Morumbi, o melhor de dois mundos: piscina, sol, hidromassagem e ar-condicionado. Foto: divulgação

Um dos hotéis que contam com o serviço é o Hilton São Paulo Morumbi, onde por R$ 85 (finais de semana e feriados, e R$ 105 durante a semana), é possível usar a piscina climatizada do 28º andar (de onde se tem uma vista incrível da Marginal Pinheiros), das 6h às 22h.

Junto à Marginal Pinheiros,         Foto: Ju Bianchi

Hotel Hilton SP Morumbi, junto à Marginal Pinheiros, Foto: Ju Bianchi

Toalhas, sauna, equipamentos novinhos de ginástica e banheira de hidromassagem também estão incluídos no preço. E, quem quiser, ainda pode arrematar o dia perfeito com uma massagem no spa local,onde as terapias (com desconto para a academia) saem, em média, R$ 80.

Como o serviço ainda é pouco conhecido (ou lembrado), dá pra passar praticamente o dia todo com a piscina só pra você. Quando fui, o máximo de pessoas na piscina eram quatro casais.

Outros hotéis da cidade a oferecer serviço similar são o Transamérica (R$ 85 por pessoa com direito a toalhas e banho) e, aos domingos, até 15/2, o Tivoli São Paulo-Mofarrej, que promove a Summer Pool, em parceria com a Moët Ice Impérial. O acesso apenas à piscina acontece mediante consumação mínima de R$ 100. Fora desse período, o hotel vincula o day use à reserva antecipada de um quarto das 9h às 18h. A diária de R$ 500 (casal mais uma criança) ainda inclui café-da-manhã, vaga no estacionamento e 20% de desconto no spa.

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Edifício Martinelli recebe gastrobar por tempo limitado

Depois de deixar muita gente chupando o dedo na primeira edição, realizada 2014 na cobertura de um tradicional edifício do centro de São Paulo, o projeto Heineken Up on the Roof volta por tempo limitado (de 17 de janeiro a 1º de março) no terraço do histórico edifício Martinelli, que pela primeira vez será aberto para um evento público.

A segunda edição do Heineken Up on the Roof acontece no topo do Edifício Martinelli, no centro de São Paulo. Foto: Eduardo Lopes

A segunda edição do Heineken Up on the Roof acontece no topo do Edifício Martinelli, no centro de São Paulo. Foto: Eduardo Lopes

O acesso continuará a ser uma corrida contra o tempo – os primeiros a se cadastrarem na página oficial. levam os 125 convites disponíveis a cada sexta, sábado e domingo. Mas a programação, o visual e o menu das festas chegam repaginados.

No jardim projetado por Gilberto Elkis e com intervenções de artistas da Urban Arts será possível provar as delícias do chef-modelo-ator Rodrigo Einsfeld, do gastrobar Barê (sócio de Malvino Salvador). Entre elas: minipastéis de camarão com queijo mascarpone e raspas de limão-siciliano (R$ 16); brusquetas de queijo de cabra com figo caramelizado e nozes picadas (R$ 18), mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada (R$ 20), e minichurros de baunilha com creme de avelãs (R$ 20).

Mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada: uma das criações do chef Rodrigo Einsfeld. Foto: divulgação

Mini-hambúrguer de picanha, queijo cheddar e cebola caramelizada: uma das criações do chef Rodrigo Einsfeld. Foto: divulgação

Para beber, muita cerveja (claro) e drinks como o Berlusconi (vodca, frutas vermelhas, Aperol e espumante), o Williamsburg (gin e agua tônica com toques de grapefruit e limão-siciliano) e o refrescante Heineken Sour (gin, licor de laranja, limão tahiti e cerveja). R$ 25 cada.

A curadoria musical ficará a cargo do jornalista Lucio Ribeiro (sócio do Cine Joia) e já inclui festas pré-carnavalescas.

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Projetos de boteco e food truck marcam 9 anos de Brasil a Gosto

Dois livros, um programa de TV e mais de 50 pesquisas sobre culinária brasileira depois, o restaurante Brasil a Gosto chega a nove anos de vida. Período que a chef Ana Luiza Trajano gosta de comparar ao tempo de gestação de um filho – “o mais velho e que me dá mais trabalho” –, só que contado em anos.

O pirarucu na folha de bananeira com purê de banana e legumes volta ao cardápio do Brasil a Gosto nesse início de ano

O pirarucu na folha de bananeira com purê de banana e legumes volta ao cardápio do Brasil a Gosto nesse início de ano. Foto: divulgação

Para comemorar a passagem para a “vida adulta”, Ana está cheia de planos: já tem um novo livro aprovado pela a Lei Rouanet, vai alterar o horário de funcionamento da casa para dar mais espaço para novos projetos e pesquisas, colocará no ar um novo programa e adaptará uma Kombi para servir comida brasileira mais informalmente por aí, surfando na onda dos food trucks.

Nova fachada do restaurante, agora com o ipê grafitado, novo símbolo da comunicação da casa

Nova fachada do restaurante, agora com o ipê grafitado, novo símbolo da comunicação da casa

De concreto, por enquanto, Ana Luiza traz a casa repaginada e o novo cardápio lançado nesta segunda (12/1) com a presença de colegas-feras na valorização da cozinha brasileira como Rodrigo Oliveira (Mocotó), Bella Masano (Amadeus) e Mônica Rangel (Gosto com Gosto). Nele, sucessos desses últimos anos, como o bolinho de aipim com linguiça Blumenau (R$ 29), o pirarucu na folha de bananeira com purê de banana e legumes (R$ 79), o arroz de pato com tucupi e jambu (R$ 79) e o pudim de tapioca com calda de açaí (R$ 20).

Arroz de pato com tucupi e jambu, outro sucesso de volta ao menu

Arroz de pato com tucupi e jambu, outro sucesso de volta ao menu

“Foi uma briga selecionar apenas vinte e poucos pratos entre mais de 150 que fizemos nesse período”, disse ela pouco antes de chamar toda a equipe para cortar o bolo de aniversário.

No fim do mês, mais exatamente dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, ela lança o projeto Boteco Brasil a Gosto, que invadirá a casa nas noites de domingo de fevereiro, com caipirinhas, cerveja gelada, roda de samba e, claro, os melhores petiscos da casa. Tipo, programa imperdível.

 

 

Serviço:
Brasil a Gosto
R. Professor Azevedo Amaral, 70, Jardins – São Paulo ((SP)
Tel: (11) 3086-3565

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Uma tentativa de reinventar a forma de tomar água

A PepsiCo resolveu inovar na forma de vender bebidas. Ao invés de lançar um novo chá, refrigerante ou energético, aproveitou a ideia de uma startup nascida dentro da própria empresa para tentar nesspretizar a forma de beber água. Seguindo a mesma lógica da máquina de café, lançou uma garrafinha reutilizável onde a simples troca de cápsulas garante uma bebida nova a cada momento.

Kit inicial do Drinkfinity, com a garrafa e dois packs de pods. Foto: Divulgação

Kit inicial do Drinkfinity, com a garrafa e dois packs de pods. Foto: Divulgação

Pode ser um mix mais energizante, com cafeína, vitaminas do complexo B e sais minerais em sabores como maçã e guaraná ou romã e ameixa; relaxante,com camomila e erva cidreira sabor amora e uva ou pêssego branco; ou estimulante, com vitamina C e zinco. Também em diferentes sabores. Alguns até bem brasileiros, como  abacaxi e pitaia, e banana e açaí.

A ideia é que, com o tempo, novos sabores sejam desenvolvidos e o próprio sistema e a utilização dele seja ampliada, otimizando o transporte de bebidas (ao invés de garrafas, pods) e permitindo diferentes customizações (já imaginou colocar gelo e água com gás na garrafinha, ou misturar os extratos com algum outro chá ou suco?).

Batizado Drinkfinity, o kit inicial traz uma garrafa com design incrível – que possibilita todo o processo de união dos conteúdos – e dois packs de cinco pods (cápsulas plásticas) cada, à venda apenas no site da marca por R$ 90 (com frete grátis para todo o Brasil neste primeiro período). Packs avulsos sairão por R$ 15.

Veja no vídeo como funciona o sistema. Mas não vale rir dessa minha estreia em frente à câmera.

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