Happy hour à italiana chega a São Paulo

Foi a fotógrafa brasileira Andrea Maia, radicada na Itália, que me apresentou, logo em nosso primeiro happy hour em Milão, o estilo local de celebrar o fim do expediente. Basta pedir o primeiro drink da noite para sua mesa ser invadida por algum tipo de aperitivo – que pode ir de um simples amendoim ou batata chips a um canapé não requisitado.

Trio de apertiivos para acompanhar o primeiro drink da noite no Milanino. Foto: divulgação

Trio de apertiivos para acompanhar o primeiro drink da noite no Milanino. Foto: divulgação

Em alguns casos, como aconteceu comigo uma vez, lhe é indicada uma farta mesa com pães, queijos, brusquetas, nuts e legumes grelhados para você se servir à vontade. Sério mesmo? Sério. Parte-se do princípio de que não é possível beber sem beliscar. E como a bebida sai (teoricamente) mais cara que a comida, os bares arrumam uma desculpa extra pra você ir ficando, bebendo, e consumindo mais e mais.

A casa no Itaim traz para São Paulo um antigo hábito italiano. Mas também é possível pedir porções e pratos. Foto: Divulgação

A casa no Itaim traz para São Paulo um antigo hábito italiano. Mas também é possível pedir porções e pratos. Foto: divulgação

Já incorporado por todas as casas na Itália, o serviço acaba de chegar ao Brasil pelas mãos de Milena Maggi – neta do restauranter Fuad Zegaib, dono do Dinhos’s Place –que morou em Milão por três anos. A experiência será feita no Milanino, bar-restaurante recém-inaugurado no Itaim, onde, junto com o primeiro drinque pedido entre 18h e 20h, de terça a sexta-feira, será servido um trio de especialidades para petiscar.

Pra encerrar a noite e levantar a glicose, vá de porção de minichurros. Foto: divulgação

Pra encerrar a noite e levantar a glicose, vá de porção de minichurros. Foto: divulgação

Entre elas mini-hambúrguer, bruschetta e panzerotti em, segundo Milena, quantidade suficiente para acompanhar a bebida. O que inclui alguns clássicos italianos como Negroni, Bellini e Spritz. Se o petisco não for suficiente para matar a fome (ou o horário exceder), é possível ir de pratos mais encorpados, como salmão milanino (R$ 49) e penne al funghi (R$ 39).

Serviço:
Milanino
Rua Jerônimo da Veiga, 153, Itaim – São Paul (SP)

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Sesc incrementa acervo com esculturas de Brennand

Pássaro Rocca, nova peça do Sesc Interlagos, que está por toda parte na Oficina de Francisco Brennand, em Recife. Foto: Willian Yamamoto

Pássaro Rocca, nova peça do Sesc Interlagos. Foto: Willian Yamamoto

Um dos museus a céu aberto mais bacanas do Brasil – depois de Inhotim, claro – é, sem dúvida, a Oficina Brennand, do escultor pernambucano Francisco Brennand, no bairro da Várzea, em Recife.

Com um quê de Gaudi, as obras de argila e cerâmica feitas por ele desde os 13 anos combinam referências de artistas espanhóis, com traços da cultura local, cordel, candomblé e misticismo. Gerando peças emocionais , que muitas vezes mistura figuras humanas e de animais de forma curiosa e muitas vezes fálica.

Na fábrica de tijolos onde funcionava a olaria da família, o artista – hoje com Parkinson – ainda pode ser visto criando ou cuidando de sua produção ininterrupta. Mas já não é preciso ir a Pernambuco – onde, entre tantas outras partes, a assinatura de Brennand aparece no Obelisco, próximo ao Marco Zero de Recife, e nas fachadas de prédios – para ter um gostinho desse trabalho sensacional.

A obra, multiplicada na entrada monumental da "catedral" da Oficina Brennand, em Recife. Foto: Juliana Bianchi

A obra, multiplicada na entrada monumental da “catedral” da Oficina Brennand, em Recife. Foto: Juliana Bianchi

Após receber uma exposição de Brennand em 2013, o Sesc Interlagos adquiriu duas das peças exibidas para ficarem permanentemente em seu espaço: o “Pássaro Rocca”, escultura baseada nos pássaros gigantes da história de “Simbad, o Marinheiro”; e a  série Bules“.

Série "Bules". Foto: Willian Yamamoto

Série “Bules”. Foto: Willian Yamamoto

Outras obras do artista também podem ser vistas nas unidades do Sesc  Pinheiros e Sorocaba, mas nada se compara a perder-se por horas no ateliê, em Recife, onde há até mesmo uma espécie de catedral aberta para celebrar a vida.

 

 

 

Serviço:
Sesc Interlagos
Av. Manuel Alves Soares, 1.100, Parque Colonial, São Paulo-SP
De quarta a domingos e feriados, das 9h às 17h

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Gastronomia é destaque na rota do vinho de São Roque

De 10 de outubro a 2 de novembro acontece a festa da alcachofra de São Roque. Ótima desculpa para aproveitar o fim de semana para fazer um bate-e-volta na cidade turística a menos de uma hora de São Paulo. Nesse período, é possível comer alcachofra de tudo quanto é forma no recinto da exposição anual. Tem pastel de alcachofra, massa recheada com alcachofra, alcachofra gratinada… Uma verdadeira overdose.

A temporada de alcachofra é  desculpa perfeita para sair rolando de tanto comer (não beber) pelo roteiro do vinho de São Roque

A temporada de alcachofra é desculpa perfeita para sair rolando de tanto comer (não beber) pelo roteiro do vinho de São Roque. Foto: Juliana Bianchi

O evento também festeja o vinho, que um dia fez a fama da cidade. Mas, acredite, você não vai querer ir até lá só por causa dele (ok,  nesse momento acabo de ser deserdada e perder alguns amigos). Ainda assim, percorrer a simpática rota esverdeada que liga uma vinícola a outra é dos melhores passeios que se pode fazer.

Está com desejo de camarão VG frito no meio do mato? Tem no escodidinho Sabores do Mar, onde uma piscina faz as vezes de lagoa para os gansos. Quer um leitãozinho no melhor estilo português? Vá à Vila Don Patto. Bolinho de bacalhau? Pare na Quinta do Olivardo pra matar a vontade.

Mesmo longe do mar, a porção de camarão é gigante e superbem feita no restaurante Sabores do Mar. Foto: Juliana Bianchi

Mesmo longe do mar, a porção de camarão é gigante e superbem feita no restaurante Sabores do Mar. Foto: Juliana Bianchi

Queijo da Serra da Estrela? Saia da rota principal até chegar na loja de importados Gourmet Ibérico, onde também se pode comer sardinhas na brasa ou alheira vinda da terrinha. Ali pertinho, faça um pit stop na fazenda de alcachofras Bonsucesso e leve algumas unidades fresquinhas (ou em conserva) para casa.

Um pouco mais para frente, ao lado da imponente estrutura da vinícola Góes, você encontra a Cantina Tia Lina. Lugar perfeito para aquela macarronada de domingo, acompanhada por um galeto recheado.

Coelhinhos fazem a alegria de crianças e adultos na Fazendinha Santa Adélia

Coelhinhos fazem a alegria de crianças e adultos na Fazendinha Santa Adélia. Foto: Ju Bianchi

Está com crianças? Não deixe de passar na Fazendinha Santa Adélia (passando a linha férrea). Com parquinho, bichinhos e espaço livre suficiente pra criançada gastar toda a energia, o lugar ainda tem pastel, caldo de cana fresquinho e compotas pra levar para casa.

Ah, a cidade ainda tem o Ski Mountain Park, com uma pista de esqui feita com pinos de plástico. Acaba sendo uma atração divertida de tão bizarra. Vale tentar, mas a entrada é paga.

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Evento une cinema e gastronomia

Um dos projetos mais bacanas que participei nos últimos anos foi o Mesa no Cinema, que previa o serviço de um menu completo ao longo da projeção de um filme. Mas não se tratava de um cardápio qualquer. Ele tinha que ter a ver com o tema do longa e, ainda por cima, ser de fácil manipulação para que as pessoas pudessem comer no escurinho sem grandes dificuldades.

Foto: Divulgação/ Alf Ribeiro

Comer no escurinho do cinema pode ir muito além da pipoca. Foto: Divulgação/ Alf Ribeiro

Por duas vezes, fui convidada pelo chef Viko Tangoda a ajudar no planejamento do menu, do timing do serviço e da apresentação dos pratos: na exibição dos filmes “O Baile”, de Ettore Scola (em 2011), e “O Palhaço”, de Selton Mello (em 2012). Foi uma experiência incrível. Antes, durante e depois do evento.

Para ajudar, bandejas individuais servem de apoio nas poltronas do Cine Sesc. Foto: Aline Arruda

Para ajudar, bandejas individuais servem de apoio nas poltronas do Cine Sesc. Foto: Divulgação/ Aline Arruda

E qual não é minha alegria de ver que o projeto continua entre os dias 13 e 15 de outubro, com novos filmes e chefs convidados. Com sessões em 3D, às 18h30 e 21 horas, no Cinesesc, o evento – parte da programação da Semana Mesa SP – abrirá com o vencedor do Oscar “Gravidade”, cuja interpretação gastronômica ficará a cargo da chef Kátia Barbosa, do bar Aconchego Carioca.

Cada chef convidado fica livre para fazer sua interpretação da obra e, acredite, cada pitada do que é servido tem seu motivo. Foto: Divulgação /Alf Ribeiro

Cada chef convidado fica livre para fazer sua interpretação da obra e, acredite, cada pitada do que é servido tem seu motivo. Foto: Divulgação /Alf Ribeiro

No dia 14, a produção brasileira “Amazônia”, será acompanhada por menu temático da banqueteira Márcia Faccio. E na quarta (15), será a vez da chef Alessandra Divani, do buffet Divani e Fusco, traduzir em quitutes o clima do documentário “A Caverna dos Sonhos Esquecidos”, de Werner Herzog. O ingresso custa R$ 60  e é recomendável comprar antecipadamente para não ficar chupando o dedo.

Serviço:

Mesa no Cinema
Quando: de 13 a 15 de outubro, com sessões às 18h30 e 21 horas
Onde: Cinesesc – R. Augusta, 2075 – Cerqueira César, São Paulo
Ingresso: R$ 12 (comerciário); R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira) -

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Art Batlle chega ao Brasil

Um dos eventos mais eletrizantes que pude ir neste ano é, sem dúvida, o Art Battle, uma batalha de artistas ao vivo, com clima de festa. A primeira edição brasileira, realizada por Ramon Sabbatini, aconteceu no fim de setembro, em São Paulo. E a segunda já está marcada para dia 9 (quinta-feira), no bairro de Pinheiros.

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A batalha em ação: pra você entrar no clima da próxima edição. Foto: Ju Bianchi

A mecânica é a seguinte: 16 artistas plásticos – profissionais, estudantes ou amadores –, selecionados previamente, são divididos em dois grupos de oito e têm de pintar um quadro em apenas 20 minutos, na frente do público. Enquanto o som de balada corre solto, a galera pira. Cavaletes caem, competidores intercalam passos de danças com pinceladas, mãozadas e cabeçadas de tinta. Alguns chegam até a pedir a participação da plateia, que também tem um representante concorrendo.

Acontece que na entrada é possível colocar seu nome em um chapéu, se candidatando a ocupar um cavalete sobressalente durante os rounds. Se você for sorteado, a tela em branco é toda sua para fazer arte e disputar o prêmio de igual para igual.

Foto: Ju Bianchi

Na batalha, a arte conta, mas o carisma do artista também. Foto: Ju Bianchi

No fim de cada “round” você vota no quadro que mais gostou e torce para o autor vencer e voltar na batalha final, quando outro quadro terá de ser feito em 20 minutos para que o campeão da noite seja eleito. Entre um round e outro, os quadros são leiloados por um sistema eletrônico, onde é possível dar e cobrir lances discretamente. Quando estive lá, o lance mínimo foi de R$ 150, mas nenhum quadro saiu por mais de R$ 450. E olha que tinha coisa bem legal, para todos os gostos.

No fim de cada rounk o público pode participar de um leilão eletrônico e levar as obras para casa. Foto: Ju Bianchi

No fim de cada rounk o público pode participar de um leilão eletrônico e levar as obras para casa. Foto: Ju Bianchi

Como acontece em outros países, como Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, mais do que uma plataforma para a exibição e venda de obras, o Art Battle acaba sendo um programa divertidíssimo, com uma mistura interessante de artistas e gente descolada. A cara de São Paulo.

Os ingressos para participar custa R$ 60 e pode ser comprado antecipadamente pelo site ou na própria portaria minutos antes do início do espetáculo.

Serviço:
Art Battle
Quando: 9/10, 20h
Onde: Rua Ferreira de Araújo, 1056, Pinheiros

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