Parabéns São Paulo

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Ao contrário do que acontece com muita gente, São Paulo não foi uma escolha para mim. Sou daqueles casos quase raros que nasceu e se criou na cidade. E, até por ter família no interior do Estado, onde tinha abundância de verde, de contato com animais e brincadeiras na rua, nunca senti falta disso por aqui.

Gosto da beleza bruta da cidade, da paisagem cinzenta dos prédios, das luzes que vão se apagando aos poucos ao cair da noite, da alegria de, como por milagre, ser acordada com passarinhos cantando na minha janela. Gosto de dar bom dia ao sol que nasce por detrás do paredão de janelinhas e de ver a vermelhidão que ele deixa no horizonte poluído quando se vai.

Ok, não posso dizer que adoro o trânsito, mas até mesmo nele consigo ver poesia quando o admiro do alto, formando enormes cordões branco e vermelho que se movem lentamente. Para quem ainda não conseguiu ver a cidade desta forma, deixo minha paisagem preferida da cidade: o paredão urbano que sobe da marginal do Pinheiros até o topo da avenida Paulista, visto do restaurante Charlô, no Jockey Club. De dia ou à noite, é melhor que Manhattan. E quem quiser comemorar de verdade, basta arrematar por ali mesmo com outro aspecto no qual a cidade é imbatível, a boa mesa.

Skyline de São Paulo a partir do restaurante Charlô, no Jockey Club. Uma imagem deslumbrante feita pelo fotógrafo Eduardo Lopes
Skyline de São Paulo a partir do restaurante Charlô, no Jockey Club. Uma imagem deslumbrante feita pelo fotógrafo Eduardo Lopes

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