Vinícola com charme toscano em São Paulo

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A dica de hoje vai pensando no feriado, mas também serve para qualquer fim de semana que bater aquela vontade irresistível de ir para a Toscana, com a vantagem de não precisar pegar avião (para quem mora em São Paulo), falar italiano (ou inglês) ou gastar em euro. Mas com a garantia de encontrar paisagens de encher os olhos e vinhos do mais alto nível. Estou falando da vinícola Guaspari (sem acentuar a última sílaba, por amor à família), localizada em Espírito Santo do Pinhal, a 200 km da capital.

Com vinhos premiados internacionalmente – o que costuma ser fator extra para aguçar a curiosidade dos que gostam da bebida, já que a região não tem qualquer tradição na viticultura –, a propriedade com 50 hectares de uvas plantadas abriu recentemente para visitação no melhor estilo do Chianti. Isto é, é preciso agendar com antecedência para fazer um tour guiado pelas estruturas com direito a degustação de três a quatro rótulos da casa.

No sábado são dois horários, de manhã e à tarde, por R$ 150 por pessoa. Já no domingo há apenas pela manhã e o preço sobe para R$ 180, mas o passeio inclui café da manhã com produtos locais e ida até o vinhedo mais alto da propriedade, o Vista da Serra, a 1.300 metros de altitude. De lá, a quatro quilômetros da sede, tem-se a vista mais linda da Serra da Mantiqueira. Até fim de julho, quando a colheita acaba, ainda será possível ver as uvas no pé. Mas provar as bagas é expressamente proibido.

O passeio termina na lojinha Guaspari, onde se tem a oportunidade de obter vinhos vendidos com exclusividade ali ou pelo site na vinícola. Caso do Vista do Bosque 2015, um monovarietal de uva viognier cuja produção não passa de 5 mil garrafas. Medalha de prata no Decanter World Awards, é vendido por R$ 138. Também se pode encontrar o recém-lançado Vista da Mata 2014, um blend bordalês (70% cabernet sauvignon, 30% cabernet franc) tido como a grande aposta para as próximas premiações.

Em breve a vinícola também colocará no mercado seu próprio café, baseado nos diferentes de terroirs da fazenda, e macadâmias, cujas árvores ocupam 7 hectares. Por tempo limitado (ou até acabarem as 7 mil garrafas) também é possível levar o azeite produzido localmente com azeitonas 100% arbequina.

A vinícola não tem planos para incluir hospedagem própria no pacote de enoturismo, mas piqueniques entre as videiras, restaurante e passeios de balão não estão descartados para o futuro. Por enquanto o negócio é aproveitar a estrutura da região que começa a despontar.

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